Flowchart: Beatles para Engenheiros!

November 12th, 2009

Agora com o Twitter, eu já nem sei mais se eu posto aqui, se eu twitto ou compro uma bicicleta…

Bom, vasculhando por aí, achei no site do Velho uma imagem muito interessante.

Apresento-lhes… Hey Jude, versão fluxograma!!!

Bão dimais.

:)

[...]

November 12th, 2009

fuuuuuuuuuuu……. fuuuuuuuuuu………..

preciso tirar a poeira disso aqui.

Um dia de “escrivinhadora”.

September 10th, 2009

Eu sempre gostei de ler e escrever. Quando era criança, escrevia mais do que lia. Fiz até um livrinho super legal na alfabetização, chamava-se “A Piscina”. Bom, na verdade não se chamava exatamente assim, porque eu era pequena e escrevi “A Picina”. Gentilmente, a minha professora escreveu um S bonito, de caneta vermelha bem na capa do livro… Quando você é criança, você não tá nem aí. Depois, quando cresce e vê o troço rabiscado por um adulto que não teve a sensibilidade de compreender a criatividade de uma criança, você pensa: “mas que professora filha da p***!”.
De qualquer forma, o livrinho é legal de ver, até hj.
Depois, passei a ler mais do que escrever. Meus períodos de adolescência podem ser resumidos a uma pilha de livros. Não tenho nada do que reclamar em relação à isso, porque nesta época as pessoas estão mais preocupadas em beber, fazer coisas idiotas e agir como idiotas, então não perdi muita coisa.

Os livros me renderam poucos amigos, mas que eu tenho contato até hoje.

Ainda nesta época também tinha a mania de fazer diários. Muito legal isso! Eu escrevia fielmente, todos os dias. O único problema era guardar os diários velhos, depois que o ano acabava…
1º. ano: OK.
2º. ano: tá, eu guardo.
Mas quando eu cheguei no terceiro diário, resolvi dar um basta. ‘Inteligentemente’ decidi que se eles fossem jogados no lixo (aqueles bem cheios de coisa, que ninguém ia ter coragem de fuçar) eu ia me livrar de ter que ficar escondendo tudo o que eu tinha escrito. Era até legal olhar nos antigos e ver o que eu tinha feito nesse mesmo dia, 2 anos atrás. Era legal tbm quando você fica mais velha e lê aqueles comentários bobos, meio infantis mas que te trazem tanta saudade…
Enfim, joguei no lixo.
Alguns meses se passaram, eu mudei de estado pra poder estudar e estava tudo ótimo. Uns meses depois, nesses telefonemas semanais com a familia, minha mãe pergunta:

- “Filha, você perdeu algum diário?”.

Nossa, que sensação horrível! Desconversei e prossegui a conversa:

- “Não mãe, não perdi nada não…. Por que?”

-”Ligou uma mulher pra cá, falou que tinha achado um diário seu… falou que tinha o seu número de telefone e ligou, caso você queira de volta. Mas se você não perdeu nada, então tá bom.”

Burra, burra, burra, burra!!!!!!! Como eu não lembrei de fazer isso?? Como eu não lembrei de arrancar a primeira página das agendas? Me senti a mais idiota de todas por ter deixado essa informação à vista. Agora todos podem ler o que eu escrevi e saber quem eu sou. Vão saber como eu me senti no dia em que eu fiquei menstruada, dos dias rebeldes, dos segredos das amigas… ah, não!!!
Talvez a moça que achou até se divirta um pouco. Ou chore, ou ria, ou sinta raiva, ou me ache uma total imbecil. Mas o fato é que já estava tudo com ela e eu não ia ousar pedir de volta… imagina a cara?

Bom, depois disso tudo, parei de fazer diários. Voltei aos livros.
Aí chegou a fase das cartas. Ahhh cartas…
Cartas para amigas nos aniversários. Cartas para namorados. Cartas sobre o dia…
Cartas com quebra-cabeças, recortes, adorava!!
E, em plena época de vestibular, eu e minhas amigas ficávamos fazendo história em quadrinhos sobre as coisas das nossas vidas. Era tão divertido também!
E mais cartas…
Nessa época também, estava empolgadíssima com os ‘blogs’ na internet, tentei manter um blog, mas como ninguem lia, eu desisti. Tá, agora não está muito diferente não, mas pelo menos não me importo mais se sou “pop” ou não.

Depois, acabaram-se as cartas. Não gostava de mandar cartas e não ter uma carta pra ler.

Voltei aos livros. Na verdade, nessa época eu já estava na faculdade, então os livros que eu passei a ler mais tinham a ver com cálculos e físicas, corolários e teoremas, do que histórias interessantes.

Fiquei um tempo em hiato.
Simplesmente não andava nem pra frente, nem pra trás. Acho q andava de lado…

Dediquei-me a fazer montagens de fotos, caixinhas de madeira, pintar quadros e outras “Artes”.
Mas isso não durou muito. Um dia era um quadro. Outro dia era uma caixa. Aí parti para o Scrapbook. Fiz album digital, manual, tudo…
Depois desisti novamente.

E então retomei o Scrapbook.
Fiz video montagem.

Agora, me contento escrevendo cartas (ahhhh, as carttttassss) e coisas desse tipo, que me vem a cabeça. É legal mesmo.
Voltei aos livros, me impressionei como posso ler rapidamente 350 páginas em menos de uma semana (lendo somente no horário do almoço e quando espero ônibus - desde a época de Harry potter eu não lia tão rápido)!
Voltei a escrever. Subitamente, sinto vontade de falar sobre assuntos comuns. Sobre mim. Sobre o mundo. Sobre viagens. Sobre bichos….
E ainda estou assim.
Mas até quando?

;)

Eu tenho dificuldade…

September 6th, 2009

Bom, quando eu soube que eu ia ficar 6 meses longe de casa, veio à minha cabeça junto com um monte de coisas: “Ah, agora eu vou ter que aprender a cozinhar!”.

É, uma vergonha mesmo. Tinha 23 anos e era igual um pato: não sabia fazer nada direito. A única coisa que eu realmente sabia que eu conseguia fazer eram sobremesas doces. De gelatina à torta de limão, umas tentativas de bolos recheados… enfim, dava certo na grande maioria das vezes. Até pensei de fazer um curso pra fazer cupcakes decorados e coisas do tipo.

Agora, quando eu tinha que ir pro fogão pra tentar fazer uma comida básica (tipo arroz, feijão, bife, farofa e bla bla blá), era um completo desastre. O arroz ficava sem tempero, o feijão ficava sem graça… a única coisa que eu aprendi mesmo foi a fritar bife (óóóó), omelete e fazer maionese (é, de legumes…), coisas que não exigem um skill “expert”.

Bom, e foi assim que eu cheguei. E, após quase 5 meses, continuo no mesmo “level”. Hahahahhahahaha.

Agora está tudo ao contrário. O arroz fica temperado demais. O feijão, eu nem tento fazer, porque aqui ele tem cheiro de peido. O bife eu continuo fritando. Agora me aventuro em receitas que eu nunca tentaria no Brasil… tipo Pão de queijo. Pros que me conhecem, sabem que eu odeio pão de queijo. Mesmo assim, eu tentei e até que ficou razoável! Levei pro pessoal do trabalho e eles falaram que tava bom (não sei se foi pra ser educado ou se pq estava realmente bonzinho…).

Enfim, e é isso. Não evolui mto, pq tbm não tem graça cozinhar só pra mim. Ainda fica a louça toda pra lavar no final… mta bagunça pra nada.

Então, meus amigos que se interessam pela minha vida, eu vou voltar e vou continuar com a mesma dificuldade de sempre… :)

Mas não desanimem! Vai que eu volto fazendo alguma coisa certa dessa vez, né! Aí chamo vocês pra jantar.

;)

Egotrip[4] - Bern, Suíça

September 2nd, 2009

24/07/2009 - Suiça

“Ah, até que enfim um país com classe!”, pensei eu quando fui convidada para uma viagem de final de semana na Suiça. Alpes, neve, chocolate, vaquinhas, canivetes, relógios, aquele povo chique… enfim, ia ver um país completamente diferente do meu. Já sabíamos que não seria uma viagem barata ou razoável como as outras, então nos preparamos para a facada, tudo em nome dos Alpes.

Na sexta feira, alugamos um carro e partimos. Daqui do sul da Alemanha, são pouco mais de 2 horas e você já cruza a fronteira entre os dois países. Antes disso, você tem que parar numa dessas lanchonetes de beira de estrada e comprar o ticket para colar no carro (igual a Praga). Na internet estava custando 27€, mas como a gente é brasileiro e deixa tudo pra última hora, pagamos 29,50€ pelo ticket: “Ok, a Suiça é um país caro”.
Logo que você cruza a fronteira, já percebe que o limite de velocidade é outro. Lá o limite máximo permitido nas highways (Autobahn, auto-estrada ou whatever!) é de 120 km/h. Se passar disso, é multa. E não duvide das multas. Elas sempre aparecem!

Nosso primeiro destino era Bern, capital do país. Chegamos lá por volta de 19:30 da noite de sexta feira e começamos a procurar o hostel. Como o GPS tava maluco e mandava a gente ir pra um lugar que a gente não sabia ao certo se podia, estacionamos o carro em um lugar não movimentado e fomos andando até achar o hostel. Antes de sairmos, conferimos se o lugar tinha placa de proibido estacionar ou algo do tipo: Não tinha. Também chequei pessoalmente os carros da frente, pra ver se eles tinham algum ticket de estacionamento ou coisa parecida: Também não tinham. Aí, deixamos o carro lá e fomos andando.
Achamos o hostel (BERN BACKPACKERS: ótimo lugar, super limpo, central, barato e atendimento 10! Melhor hostel q eu já fiquei. Desbancou o de Londres, porque é bem central mesmo). Depois de fazer checkin e ver o lugar, decidimos pegar as coisas no carro e deixá-lo em um local seguro. Para nossa surpresa, os policiais nos deixaram um presente de boas-vindas: uma multa bem bonitinha, fixada no parabrisa do carro… menos 40 Francos Suiços pra gente.

Ok, mas isso não nos desanimou! Achamos um lugar pra parar o carro, meio longe mas dava conta. O pior era que a gente tinha que ir lá antes da 7 da manha pra poder colocar o ticket de estacionamento no carro… senão ia acontecer outra ‘multinha’.

No geral, a cidade é uma graça. Muitas fontes, flores, lojinhas fofinhas… mas extremamente caras! Até o McDonalds era caro!! Não dava pra sobreviver de McOferta, só de sanduiche avulso e olhe lá. Com uma dieta à base de miojão, batata Pringles e bebidas, aproveitamos a primeira noite. O ruim foi acordar as 6 da manha pra poder ir no estacionamento.
Saímos do jeito que acordamos, e fomos até o estacionamento. Numa manhã gelada e com um solzinho gente boa, vimos pelo caminho vários bares ainda abertos, com muita gente bebendo na rua e se divertindo (rá, quem podia imaginar, hein!).
No mínimo eles devem ter achado engracado, 4 pessoas andando as 6 da manha de um sábado, com uma cara amassada e moletom velho…

Neste mesmo dia (depois de tirar mais um cochilo), fomos explorar a cidade. Relógios, igrejas, praças, jardins… tudo muito organizado, limpo e civilizado. Só os Suíços é que são o problema do lugar. Mal-educadérrimos, mal-humorados e estúpidos. Estúpidos ao ponto de tratar mal um turista. Nunca podia imaginar que um país que sobrevive basicamente de turismo, encontraria pessoas tão azedas. Nunca mesmo.

Tirando essa parte das pessoas, o resto foi mto legal. Visitamos o rio Aahr, com a sua água geladésima, comemos Bratwurst, nos divertimos nas feiras e em meio as estátuas e brinquedos dos parques. Não sei se foi só uma impressão nossa, ou se é assim mesmo: em 1 dia, parece que conhecemos a cidade toda. Logo, constatamos que Bern não tem mtos marcos históricos para se conhecer (desculpem a ignorância, mas foi isso mesmo!).

No domingo, seguimos para os Alpes. Ah… que belo!

Gente, é muito bonito mesmo. E é extremamente caro. Mas é extremamente belo. Fomos à Grindelwald, sugestão do meu colega de trabalho. De lá, partem vários ‘bondinhos’ para outras montanhas.
Como a gente não tinha 150 € sobrando pra poder ter acesso à tudo, pagamos o basicão (15 €, eu acho) e subimos na montanha mais baixinha. Mesmo assim, a paisagem é mto bonita. E exatamente nesse lugar, tinha uma pista de Rodelbahn. Pra quem não sabe, é igual um carrinho de rolimã, só que mais moderno.
Pra variar, o pessoal que coordenava esta lugar era também muito ‘simpático’. A senhora que ficava no caixa, ao ser perguntada se ela aceitava euros (afinal, muitas lojas nos alpes aceitam, pcausa do turismo), respondeu gentilmente, com aquela delicadeza:

“- Você sabe em qual país você está? Aqui é a Suíça, nós usamos Francos Suíços, vc sabia???”.

Gente, se isso fosse comigo, eu tinha feito um barraco. Era só ela falar que não. Mas nãooo, ela tinha que ser estúpida, só pra não sair do costume. Fora que não tinha ninguem pra explicar nada, como controla o freio, nada. Foi tudo na intuição. Sorte a dela q a pista era muito legal, senão…

Enfim, depois visitamos as lojinhas (caras), e decidimos voltar. Na volta, passamos bem pertinho do Interlaken (lago liiiinnnndo!!) e demos graças à Deus por ter cruzado a divisa e voltado à Alemanha, onde paramos no primeiro Burguer King que apareceu na nossa frente.

Resumindo, pra você que vai lá e ficou com preguiça de ler o diário vão aí umas dicas:

1) Se vai de carro, compre o ticket de uso da estrada, preste atenção nos limites de velocidade e nos locais de estacionamento! Se vc der bobeira por 1 minutinho, vai levar consigo um papelzinho super fofo de multa pra pagar.
2) Pra conhecer os pontos principais de Bern, você pode fazer tudo à pé. Não é longe e é super agradável a cidade.
3) Se o seu orçamento é limitado, compre comida no supermercado e faça no hostel. Ou sobreviva de sanduíches pequenos e caros.
4) Sim, compre um canivete Suíço! Tem umas versões legais dele (pra turista) que tem preços acessíveis.
5) Encha sua garrafinha de água nas fontes. Todo mundo faz isso e ninguém morreu até hj.
6) Prove os chocolates nas lojas. Mesmo q vc não vá comprar, pelo menos vc comeu um chocolate suíço. ;)
7) Alpes: Recomendo Grindelwald, uma cidadezinha bem característica, não mto distante de Bern. Ticket para subir a montanha mais baixa fica em torno de 12 € (ida e volta). Mas se quiser, vc pode subir de bondinho e descer à pé, mas será uma aventura.
8) E, o principal: se o seu orçamento estiver muito limitado, não vá a Suíça.

Aproveite a vista, pois pra cada direção que olhar neste país, vai ser como se olhasse uma pintura….

Egotrip[3] - London!

July 29th, 2009

Londres é um capítulo à parte. Tenho duas versões para contar sobre como eu conheci a cidade: a versão perrengue e a versão turista. Vou tentar relatar os acontecimentos e aí vai ser fácil de perceber qual é qual.

Todo o planejamento foi feito, compramos uma passagem de avião da Ryanair a preço de banana (35€ ida e volta, com tudo incluido!), fizemos reserva no hostel, tudo certinho e combinado. Depois de vários avisos do meu chefe, informando que Londres era “Fucking Expensive” (palavras dele), lá fui eu.

No dia da viagem, eu estava um pouco receosa de ter que pagar multas com a ryanair por causa de tamanho de mala, peso, etc… mas foi tudo certinho! Podia levar 10kg na mala de cima e a minha mala fechou em 9,15 kg. O voo foi tranquilo também, cheio de propagandas e aeromoças prontas pra te vender até loteria. Aí, aproveitamos e dentro do avião mesmo já compramos o ticket pro ônibus que faz o trajeto Aeroporto Stansted – Victoria Station (centro de Londres). Esse ticket custava £14,00 (1£ = 1,15 €) mas a aeromoça aceitou o pagamento em Euros por igual, ou seja, ao invés de pagarmos 16,10€, pagamos 14€….
DICA: Se vc quiser, pode deixar pra comprar qdo sair do aeroporto tbm, tem varias cias de ônibus que fazem esse transporte (mas eu nao sei o valor).

Pegamos o ônibus, já era mais ou menos 22:30h. Ele demora uns 40 minutos pra chegar no centro da cidade. Para não termos problemas com o Hostel, ligamos lá do aeroporto, informando que chegaríamos mais tarde, por causa desse transporte. O recepcionista falou que não tinha problema e que ele estaria lá pra receber a gente. Ok, então fomos tranquilas.

Agora começa a parte perrengue…

Primeiramente, o ônibus não desembarca exatamente na porta da Victoria Station. Ele para umas 2 quadras depois, onde ficam alguns pontos de ônibus relacionados com a estação, então você tem que saber disso pra poder chegar lá.
Quando encontramos a tal estação, descobrimos que ela estava em manutenção JUSTAMENTE nesse final de semana, por isso tava tudo trancado. Aí… quem tem boca vai à Roma, né? Fomos andando e perguntando até descobrir que tinha uma linha de ônibus que estava substituindo a de metrô. Pra coroar a nossa “sorte”, o ponto aonde se pega este ônibus também estava em manutenção e a gente teve que achar o “ponto-substituto-do-ponto-oficial-do-onibus-que-substitui-o-metrô”. Difícil? Nem um pouco… imagina!! A gente nem tava cansada… só era umas 23:40h e a gente procurando lá… aff! Mas conseguimos!

Chegamos no hostel umas 00:30. Tava tudo apagado e fechado, só com um aviso de “Use side door”. Então começamos a subir as escadas e nada de alguém aparecer. Batemos nas portas e nada tbm… Ficamos mais uns 40 minutos insistindo e pensando da merda de viagem que estávamos tendo. Eu nem conhecia a cidade e já a odiava…
Como a minha amiga já tinha ido pra Londres uma vez, ela se lembrou de um hostel q ela tinha ficado, no Piccadilly Circus. Então, pra não passarmos a noite na rua, pegamos um taxi e fomos para lá. Após uma insistencia com o cara da recepção (já estava tudo lotado), conseguimos um quarto, por 26£ a noite no PICCADILLY BACKPACKERS (If you are trying to understand what’s written in here, it says that THIS HOSTEL IS THE WORST HOSTEL EVER!!!). Bom, mas é a lei da oferta e demanda, né? A gente já ia pagar 20£ pra dormir no outro hostel… e já eram quase 2 da manhã. “O que é um peido pra quem já está cagado?”.

Ao abrirmos a porta do quarto, a surpresa. Foi o lugar mais imundo, nojento e porco q eu já dormi na minha vida. Isso pq ele é um dos mais famosos!!! Tinha lixo no chao do quarto, um monte de garrafa de bebida alcoolica, o banheiro tinha lixo no chao (tipo final de show, sabe?) e nao tinha papel… umas coisas horripilantes assim. Eu horririzada com a sujeira, querendo voltar pra Alemanha de tanto nojo desse lugar, e a minha amiga falando no meu ouvido: “ah, aqui na europa os hostels são assim mesmo! Vc precisa ver na França… e bla bla bla”. Nesse momento de desespero, a minha vontade era de estrangular ela, pra ver se parava de falar.

Bom, no sabado de manhã fomos lá no outro hostel (o q eu tinha reservado) pra cobrar uma explicação do cara e falar pra ele nao cobrar nada no cartão. Pra minha supresa, o cara foi mega atencioso, falou que houve algum desentendimento, a gente não pagou a primeira noite (tbm, não ficamos lá, né!) e a segunda foi de graça. O hostel é mega limpo, tudo novinho, banheiro limpissimo e ponto de ônibus 24h na porta. Literalmente. O único problema é que a gente ficou desesperada em não ter novamente um lugar pra dormir e já tinhamos pago a noite de sábado no outro Lixão lá.
Entao, o nosso sábado foi chuvoso e praticamente pra resolver problemas. Voltamos ao Piccadily pra pedir pra cancelar a reserva e pegar o dinheiro de volta. O cara que fez a reserva não me deu recibo q eu paguei e depois veio falar pro manager que a gente nao tinha pago nada!!! Olha que safado!! Resultado: o manager fez uma de espertinho e falou que nao podia fazer nada. Me senti uma idiota. Só faltava a música do keyboardcat de fundo, pra ter um hostelFAIL. Menos 20 libras pra gente…. (mas mesmo assim, fomos dormir no outro, q era de graça e super limpo).
DICA: Nome do Hostel limpo e agradável: TRAVEL JOY HOSTEL (again, if you are reading here, THIS I RECOMMEND!)

Agora, voltando para a parte turística…

Enfim, com isso tudo, só sobrou o domingo. Fizemos uma free tour ótima (procure por Sandeman Tour), aconselho a fazer todas que puderem! O pessoal é mto massa e além das coisas historicas, eles contam curiosidades e fica mto legal.
Fomos tbm na London Eye, (17£, prepare o bolso), mas vale o passeio. Acho q são uns 30 min. de passeio, mas foi mto bem investido.
Não fui em pub nenhum devido aos acontecimentos mas fui em todos os pontos que são de graça em Londres e foi legal.

A noite, mta gente bêbada. Cheio de gente “alternativa” e o povo fede a alcool, sério. O ônibus pode ficar um terror de fedor. Mas a cidade é legal, mta coisa pra ver, me senti meio que numa “NYC” histórica…
huahuahuahuauahuhuhuahuauha

E aí, quando eu comecei a gostar da cidade, tive que voltar pra casa. O final de semana já tinha acabado e segunda eu precisava trabalhar. Pegamos o voo de 7:00hs da manhã de segunda feira e aí voltei pra minha realidade de trabalhadora…. ó vida.

Pra você que vai lá e ficou com preguiça de ler o diário, vou resumir algumas dicas:

1) Transporte na cidade: Tirando o fato que a nossa linha tava em manutenção bem no final de semana que a gente chegou, o transporte lá é superfácil de usar, você pode comprar um daily ticket por 5,20£ e andar de ônibus e metrô pra tudo quanto é lado da cidade.

2) Acomodação: por 3 noites, pagamos um total de 64£ (com a confusão de hostel e dinheiro e tudo mais, o gasto foi esse). Procure se informar bem em relação à limpeza, pois a cidade está lotada de hostels imundos.

3) Atrações: A cidade é cheia de museus e lugares para se visitar. O único problema é o preço dos tickets. Tudo muito caro. 20£, 35£, sem a possibilidade de desconto pra estudante… Recomendo que façam a free tour oferecida pela empresa SANDEMAN, mas tem que ter disposição, pois são quase 3 horas de tour, À PÉ!!

4) Alimentação: Em geral, se você for uma pessoa descolada e despreocupada com o peso e saúde, vai conseguir se alimentar bem não passar fome. Os McDonalds de lá possuem refeições por 3,59£, em média. Se for mão de vaca mesmo, pode sobreviver com sanduíches do Subway a 0,99£ (Dica da minha amiga Ananda, que sobreviveu 3 dias a pão e cerveja).

Bom, é isso aí.

Depois escrevo mais e melhor! huahuahahuauha

:)

Capítulo 2 – Consciência forçada que dói o bolso

July 15th, 2009

Então amigos, vocês já aprenderam que no domingo e feriado aqui nada funciona. A segunda lição se trata de compras. Quando finalmente você conseguir ir à algum supermercado, a dica que eu tenho é: leve a sua própria sacola. Vou explicar: aqui, eles entraram na onda de consciência ecológica e etc, então resolveram dizer um Não às sacolas plásticas. Se você for comprar alguma coisa, vc tem algumas alternativas:

1- Leve uma mochila ou uma sacola de pano de casa para poder transportar as suas compras.
2- Compre uma sacola no supermercado (isso mesmo, você vai ter que pagar pela sacola plástica). Mas fique tranquilo, as sacolas plásticas são vendidas em torno de 0,15€ e o plástico delas é bem resistente, você pode guardar em casa e reutilizá-las.

3 – Carregue tudo na mão mesmo.

Você pode até achar baratinho parar 0,15€ por cada sacola pra cada vez que for ao supermercado, mas vai somando isso aí pra ver quanto é que dá no final do mês.

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Outra coisa relacionada à questão de recicláveis: O uso de embalagens de vidro e recicláveis.

Aqui, é muito comum o uso de garrafas de vidro. Para estas e para as embalagens PET, você paga um extra, que é chamado de ‘Pfand’. Isso significa que você utiliza a garrafa como se fosse um ‘aluguel’ (a tradução correta seria ‘penhor’, mas acho que fica muito esquisito).

Quando você compra, você paga o preço total é composto por: ‘valor do produto + Pfand’ (eles descrevem quanto é cada um). Aí, qdo vc devolver a garrafa, você tem este valor de Pfand de volta. Olha que lindo?! Existem máquinas nos supermercados pra poder armazenar as garrafas vazias, aí é só colocar elas lá dentro e pegar o recibo. Este recibo você apresenta no caixa e ele te dá o dinheiro de volta ou abate na sua compra.
Mas não são todas as garrafas que podem ser colocadas pra devolver não, hein! Tem umas que vem escrito ‘Pfandfrei’, isto significa que é pra jogar no lixo correto, mas você não ganha nada se devolvê-la.

Em termos de recicláveis, acho muito legal a idéia. Mas por outro lado, pra quem não tem carro nem nada, acho horrível. Por exemplo: eu tenho que dar um jeito de colocar todas essas garrafas numa sacola / mochila e leval lá na máquina do supermercado, pra poder ter um dinheiro de volta. Enfim, mas a idéia é legal. Quem sabe isso nao chega no Brasil um dia?

Enganei o bobo na casca do ovo! Egotrip [2]

July 15th, 2009

A minha inesperada ‘próxima parada’ foi em Sarreguemines, na França.

Digo inesperada, porque decidimos tudo de última hora, aos 47 do segundo tempo. Até então, eu iria em um museu ao ar livre perto da Floresta Negra com um colega do serviço e a esposa dele, mas como choveu bastante na véspera e a previsão não era lá das melhores, ele resolveu deixar pra ir uma outra época. Então eis que a minha amiga me pergunta se eu tenho alguma coisa pra fazer no final de semana e me chama pra ir pra casa dela. Arrumou uma carona e organizamos o resto em meia hora.

Eu ia pra casa dela na sexta, as 18 horas e decidi tudo as 14 horas do mesmo dia. Sai do trabalho, mó chuva, comprei uns chocolates pra levar de presente e foi o tempo certinho de ir em casa, tomar banho, jogar tudo na mochila e ir.

A minha carona era até Saarbrücken, cidade alemã que fica bem na divisa com a França. Quando eu chegasse lá, tinha que pegar um S-Bahn pra Sarreguemines. Comprei então o ticket e fiquei igual uma idiota na plataforma esperando. Eu não sabia que o pessoal do trânsito lá tava fazendo greve e que os trens não passariam pela estação principal… então uma boa alma me explicou isso (depois de eu esperar qse 30 mins pelo trem) e falou q eu tinha que pegar um ônibus até a estação de trens mais próxima e de lá pegar o S-Bahn. Depois que eu consegui essa proeza toda, peguei o trem e em 20 mins tava lá.

É muito bom encontrar uma amiga. Ficar fofocando a noite toda, falando de Deus e o mundo, comendo queijo, chocolates e tomando vinho. Como eu precisava disso!!

Não saímos a noite, nada. Nem tivemos vontade.

No sábado de manhã, fomos dar uma volta pela cidade e aproveitar pra olhar as promoções das lojas e fazer compras no supermercado. As únicas palavras q eu sabia em francês eram: Bonjour e Merci. Pelo menos a Ananda sabia falar francês.

De tarde fomos num parque. É meio parque, meio mini-zoologico… nao sei o dizer o q é realmente. Sei que parece um parque / praça da cidade, mas com animais exóticos. Lá, tive a oportunidade de ver ovelhas pela primeira vez, de pertinho.
Estavam todas soltas e nao paravam de comer grama. Resolvemos chegar mais perto pra tirar fotos, e nao é q elas começaram a nos seguir?
Foi mto engraçado. Há 2 mins, nós estavamos chamando as ovelhas pra perto da gente, e qdo elas vieram, veio um monte, pareciam que iam fazer uma revolta.

Depois disso, como o calor estava infernal, resolvemos passar no supermercado e comprar picolé. Tentando achar um picole de fruta barato, acabamos comprando uma caixinha que vinha com 16 picoles de laranja e limao, por menos de 3 euros. O picolé era até bom, mas parecia uma bala daquelas ‘Maluquinhas’ (lembram?). Totalmente doce e artificial. Ao invés de refrescar e matar a sede, deu mais sede ainda. Assim, ele foi batizado de Picolé-Bala.

Mudando de assunto, já comentei ateriormente que a cidade estava com lojas em promoção, né? Lá eles só fazem promoção 2 vezes por ano: no inverno e no verão. Entao resolvemos ver as pechinchas. Numa dessas, achei um casaco de couro por 11 euros! Huahuahuahua Do jeito q eu queria!!! Bonito e barato.

Assim, o sábado estava no fim e resolvemos ficar em casa e assistir um capitulo ótimo de Caminho das Índias. É bom fofocar no meio da novela.

No domingo de manha, fui acordada por uma bandinha agradável que tocava em frente ao apartamento da Ananda. Com flautas, trompete, tudo! Mto legal mesmo. Até o hino francês eles tocaram (eu só sabia uma parte, pcausa da F1). Aí, almoçamos um crepe e de noite já era hora de voltar pra casa.

Deu uma invejinha (boa) de saber que ela está voltando para o Brasil em Agosto… não vejo a hora de voltar pra casa tbm!

Enfim, agora sim posso dizer:
‘Próxima parada: Londres’.

Capítulo 1 – E no domingo, Deus descansou…

July 2nd, 2009

Bom, pra você que vai vir pra cá e não quer se meter numa roubada (no bom sentido) e nem passar aperto, saiba que tudo fica fechado no domingo. Com exceção de restaurantes, museus e coisas para você gastar dinheiro com lazer, tudo fecha. Você não vai conseguir comprar aquele ingrediente de última hora que faltou pro seu almoço, porque o supermercado tá fechado. Se você trabalha durante a semana e não teve tempo pra fazer suas compras no sábado, azar o seu. Isso vale também pra feriados. Esqueça shoppings e afins. Não abre. Eu não sei quando essa tradição começou, mas o povo aqui gosta de falar que trabalha 6 dias por semana: de segunda a sexta no trabalho e aos sábados, no jardim de casa.
Se eles fossem pro Brasil, acho q não iam gostar mto não… trabalhar de segunda a sexta, cheio de horas extras (aqui deu a hora de ir embora, vc não encontra mais nenhuma alma) e ainda ter que trabalhar meio expediente aos sábados… pra ganhar um salário píííífio. Vou te falar, viu!
Eu, qdo cheguei aqui, fiz a besteira de chegar em um feriado. A minha sorte foi que as pessoas que me receberam tinham noção disso e me deram algumas coisas pra eu levar pra casa pra comer…

Egotrip 2: Praga

June 26th, 2009

Pausa para egocentrismo: Minha viagem para Praga.
Então amiguinhos, eu fui para Praga. Fui na sexta feira, dia 19 de Junho e voltei no domingo, dia 21. Foi bem corrido, mas é o único modo que eu tenho de conhecer os lugares. Ou conhece um pouquinho de cada vez, ou não conhece nada.

Saímos daqui de Rastatt às 10 horas da manhã e com algum trânsito e caminhos perdidos, chegamos em Sindelfingen às 11:30. Pra variar, minha amiga estava atrasada, então fomos tomar um café. O tempo estava meio chuvoso e aí minha amiga me ligou, falando que mais uma menina que ia com a gente tinha desistido. Em resumo: iríamos em 5 para Praga e fomos apenas nós 3 (eu, Paloma e Christina). A sorte foi que a menina deixou o dinheiro do Hostel, pq em cima da hora a gente não tinha como cancelar nada.

Com mais as demoras de banco, gasolina e blá bla blá, saímos de Sifi às 14 horas. É ótimo ter um GPS no carro. Sem palavras pra descrever a maravilha que é este esquipamento. Só colocar o endereço lá, que só falta ele guiar o carro sozinho. Ele te informa que horas que você deve chegar (de acordo com trânsito e sua velocidade), se há congestionamento, se vc muda a rota, ele te fala o que fazer, te mostra em qtos metros ou km está o mais próximo restaurante / banheiro / posto de gasolina… quero um pra mim!!!

Voltando ao assunto, como a Alemanha vive em construção, pegamos uns congestionamentos na sexta feira. Coisa de meia hora, uma hora de atraso no máximo. Estávamos programadas pra chegar por volta de 7 e meia da noite, e chegamos qse 9 horas (contando congestionamento, parada pra comer, ir no banheiro e na borda entre os 2 países).

Falando de borda, para andar de carro na Rep. Tcheca, além de sempre ter que dirigir com o farol aceso, você tem que pagar pelo uso da estrada. Não é caro não e é obrigatório. Um ticket pra 1 semana sai por 11 euros. Isso tudo você compra logo na entrada do país, tem placas indicando que é a borda e nesse mesmo prédio você pode trocar o dinheiro. As cotações nunca são boas, eles sempre querem ganhar dinheiro, fique esperto! Lá, 1€ = 24 CZK e você ainda tinha que pagar comissão. A cotação correta era 1€ = 26,706 CZK. Troquei 50 euros lá, deu por volta de 1190 CZK.

Trocamos um bocado do dinheiro e seguimos viagem. Chegamos ao hostel, bem limpinho e organizado (HI Hostelling International). O quarto era ótimo, espaçoso, tinha 4 camas (a gente resolveu ficar com esse mesmo, privado). Lençóis e mobília todos novos. Os banheiros também eram limpinhos e bem divididos. Para as meninas, tinhamos 2 banheiros: 1 com 2 pias e 2 sanitários e um com 2 pias, 1 sanitário e 2 chuveiros. O único problema era que os chuveiros tinham divisória de parede e tal, mas não tinham cortina! Acho que era pra gente ficar com vergonha e sair rápido do banho. Mesmo assim, se você ia tomar banho, tinha como trancar a porta que dá acesso aos chuveiros.

Assim que chegamos, pagamos o hostel e fomos nos trocar pra sair. Resolvemos ir à tal da ‘boate com 5 andares’, que todo mundo fala. Como chegamos depois das 22 horas, tivemos que pagar 170 CZK pra entrar (aí começou o nosso dilema: ficar convertendo tudo pra euro). Mais 20 CZK pra guardar o casaco. Como cometemos o erro mais estúpido (o de não levar calculadora), perdemos a noção de quanto tinhamos e quanto iríamos gastar. Combinamos de tomar um drink por andar da boate. A primeira parada, foi uma cerveja Tcheca. Um copasso de cerveja, acho q foi 45CZK. A Segunda parada foi uma tequila gold. A terceira parada foi uma vodka Wyborowa. A Quarta foi uma caipirinha. E a quinta, outra vodka Wyborowa. Depois dessa jornada, ficamos dançando até cansar as pernas e fomos embora. A boate é muito animada, cada andar com um ritmo diferente, mas o povo é muito esquisito. Só gente de fora (ninguém da cidade, todo mundo de outro país), gente feia e gente que dança esquisito. Mas a música era boa e a gente pode rir um bocado.

Voltamos umas 4 horas da manhã e acordamos às 9 para nossa jornada rumo aos pontos turisticos da cidade. Tomamos um cafá da manhã esperto e seguimos à pé, porque do nosso hostel até a Ponte Carlos, eram apenas 600 metros. Chegando lá, começou a chover e aí ficou aquela muvuca toda no meio da ponte com sombrinha, e de nós 3, só eu tinha sombrinha, aí ficamos qse encharcadas. O mais interessante é que a chuva parou logo depois que cruzamos a ponte. Ironia do destino.

Bom, nisso, a única coisa q eu pude observar era que metade da ponte estava em reforma. Decidimos observar a ponte só na volta e fomos direto para a Igreja de Loreta. Mtas escadas, mtos morros depois, chegamos lá. Pra variar, tinha fila pra entrar. E tinha que pagar. Como não tínhamos tempo e nem dinheiro, fomos direto para o Castelo de Praga. Com a minha carteirinha da universidade eu consegui pagar meia entrada (coisa de 5 €, para 4 atrações) e fiquei bem feliz. Então, seguimos para a fila da Catedral de São Vito (essa é de graça!). Apesar das pessoas querendo furar fila e meu stress aumentando a cada minuto, a catedral é magnífica. Não só pela arquitetura, mas pelos vitrais, pelas esculturas e tudo mais que possa se ver lá dentro. Ah, e lá tem uma mega estátua de S. J. Nepomuceno (é, ele está em todos os lugares). É lindo demais.

Bom, com a chuva e todas essas andanças, resolvemos que iriamos ver o resto só no domingo e fomos almoçar. Mais uma roubada: Eu vi em um cartaz ‘Prato do dia 170 CZK’. Isso incluía: uma sopa + prato principal + sobremesa. Pensei com os meus botões, e como a gente já não tinha almoçado no dia anterior, decidimos pegar essa pechincha. Resultado: a comida era uma porcaria, vinha pouco e era ruim, a gente teve q esperar um tempão e ainda pagamos 800CZK pra três pessoas!!! Eles cobraram 15CZK de cada uma pelos ingredientes que eles dispõem na mesa (ketchup, sal, maionese e etc), mais os refris, mais uma taxa de serviço que foi o preço de quase outra refeição (fora que o serviço é uma bosta)… Nossa, me senti muito trouxa. Aliás, nós três nos sentimos trouxas.

Partindo dessa indigestão, voltamos ao hostel e decidimos fazer algumas compras. É lógico que a gente sai com uma lista em mente (de coisas que precisamos) e sempre voltamos com coisas que a gente não precisa. Mas eu queria comprar um sapato e uma bolsa, acabei comprando um casaco por 11 €, uma calça social (por 13 €), um short de tecido(7 €), uma blusa social (7 €)…. enfim. Comprar lá é realmente barato. Queria ter mais tempo ($$$$) pra comprar, mas realmente foi tudo mto rápido. Aí estávamos só o bagaço e fomos dormir.

No domingo, último dia, resolvemos fazer um tour intensivo. Acordamos cedo ecolocamos todas as coisas no carro, pra fazer checkout no hostel. Apesar das minhas pernas não aguentarem mais andar (acreditem: andamos muito!!!! Não pegamos um metrô sequer! É a melhor forma de ver a cidade), deixamos o carro no estacionamento do Shopping Palladium e partimos rumo às outras atrações na cidade velha. A idéia inicial era acompanhar um free tour que a gente tinha visto no papel, mas a gente chegou tarde e não vimos ninguém. Então, a primeira atração vista desse dia foi o Relógio da Praça Velha. Muita gente esperando pra dar meio-dia e ver o ‘espetáculo’ que o relógio fazia. A cada hora, ele soa o sino e aí aparecem alguns homenzinhos rodando perto dele. Vou te falar: o relógio em si é muito mais bonito que o espetáculo. Você fica lá no meio da muvuca, esperando pra 20 segundos de bonequinhos passando…
Enfim, mas o relógio é lindo, tem que visitar.

Nessa mesma praça (Old Town Square) você já vê muitas outras atrações, tipo a Saint Nicholas Church e pode tbm subir na torre. Não fiz nada disso não.
Após isso, seguimos rumo ao bairro judeu. A nossa intenção era visitar o cemitério antigo e a Sinagoga. Porém, com a fila gigantesca e um precinho amigável de 400 CZK (15 €) sem desconto pra estudante, a gente desistiu. Infelizmente.

Deste ponto, fomos andando, passamos pelo teatro da orquestra sinfônica (que está em reforma), e seguimos o rio, até a Ponte Carlos. Como estava um domingão de sol, paramos em todos os pontos pra tirar fotos, e aí pude perceber a quantidade de imagens de São João Nepomuceno na cidade. Foi aí que eu vi todo mundo passando a mão na imagem e achei esquisito. Não sabia que passar a mão nele dava proteção não. Se for assim, a cidade inteira de Praga está protegida, pq aquela imagem tá mais desgastada que corrimão de quartel…

Passamos a ponte, parada para um Mcdonalds. Logo após, resolvemos ver as outras atrações do Castelo de Praga. A Christina perdeu o bilhete dela (ela pagou inteira) e eu espertinha, comprei um de estudante e passei pra ela. O povo não olha nada disso. É lógico que se vc for bem mais velho, eles vão estranhar e te pedir algum documento, mas pra gente foi tranquilo.

Aí, partimos para o Convento de São Jorge, vou te falar a verdade: nunca gostei mto de igrejas. Nesta, a única coisa legal que tinha era o teto, q falavam q tinha pinturas do século 16, mas tá tudo desbotado. O teto que tinha a pintura mais bonita, está com visita interditada, então vc tem q ficar esticando o pescoço pra ver alguma coisa. Depois a gente foi ver a Viela Dourada, que era onde as cavaleiros e ‘exército’ do burgo ficava. Aí foi legal. Mtas armaduras, lugares aonde eles torturavam os inimigos, as ferramentas, as armas, as casinhas com as portas de entrada baixinhas (acho que eles eram anões, impossível!). E depois fomos a Torre Dalibor. Essa torre é sinistra. Jogavam a galera que tentava fugir lá dentro e vc pode descer uma escadaria apertadinha (tipo um caminho pra calabouço) e ver aonde eles trancafiavam os rebeldes. Tem uma foto que eu tirei que mostra o suporte que eles usavam pra prender as pessoas e então assim, eles as desciam para um buraco fundo com nada lá e assim as deixavam morrer, sem comida, sem higiene, sem nada. O mais incrível é que se vc olhar dentro do buraco, ele tá cheio de moeda lá dentro. Aí vem o meu questionamento: por que o povo joga moeda pra um poço cheio de caveiras? Eu não entendo as pessoas…

Depois disso, já estava ficando tarde, voltamos andando pela outra ponte e aí a chuva começou a querer voltar. Mas quando ela chegou, a gente já estava vindo embora para casa.

No meio do caminho, tive a chance de dirigir na Autobahn. Uau. 160km/h! Fiquei tão feliz! Obrigada Paloma! Ahuhuahuahuahua

Fiz um trecho razoável de carro… acho que umas 2 horas de viagem ou mais.
A volta foi mais rápida e eu cheguei em casa por volta de 23:30 do domingo. Mega cansada e com um monte de coisas pra arrumar… Mas valeu a pena, tudo. Até as roubadas. Meu saldo de viagem (em compras): 1 blusa, 1 calça, 1 short, 1 sapato de pano, 1 prato, 1 caneca e 1 globinho de Praga. Ah! E mais um porta-copos da cerveja tcheca que a gente catou no restaurante maldito que nos roubou.

Bom, agora segue a programação normal. Quando eu tiver mais um comunicado extraordinário, eu escrevo novamente.

Próxima parada: Londres, 10.07.09